sexta-feira, 26 de maio de 2017

Os Libertinos Peculiares - Parte I - Fuga da Cidadela

~~O Decreto Maldito~~


Conde Vlademir Vascovisque, Lorde da grande cidadela conhecida como Lar de Ogof e soberano de todas as terras em derredor que se estendem até o rio de Agaria. No ano de 846, decretou de maneira tirânica, que em todas as delimitações de suas terras, estaria proibida a permanência e tolerância a não-humanos, qualquer tipo de criatura com inteligência de nível mínimo que não fosse humana, deveria ser expulsa ou encurralada e mandada para as prisões, para aguardar ordem de execução.

Ogof era um grande centro de comercio de sua região, o que atraia os mais variados tipos de vendedores e compradores, na ocasião do decreto, muitos seres das mais diversas espécies estavam de passagem por lá, mas isso não os poupou de serem acorrentados e jogados nos calabouços. A maioria era de almas inocentes, que nunca aviam feito mal a ninguém, mas pelo simples fato de não serem humanos, eram constantemente humilhados e demonizados pelos inescrupulosos guardas de Ogof.

Em uma das selas, um grupo peculiar, de criaturas das mais ordinárias, fora reunido. No grupo se encontrava o goblin de mãos rápidas Flik Galen, a hobbit de cabelos vermelhos Jhull Radfli, o lefou de óculos Yushis Giryan e a elfa druida Lia Galamion. Eles estavam mofando naquela sela por sessenta dias, tempo em que eles desenvolveram uma certa amizade e intimidade, características de quem sabia que iria ter uma morte na fogueira. Na manhã do dia sessenta e um, eles foram levados para sua execução, em uma carroça gradeada, com soldados a cavalo escoltando a carroça, que passava por uma rua larga. As multidões se espremiam nas calçadas, para poder zombar, gritar, apontar e jogar frutas podres nos condenados.

A esperança de salvação era nula, cabisbaixos, tudo que podiam fazer era esperar uma morte dolorosa e agonizante. Flik segurava a mão de Jhull forte, ela por sua vez, levantou o rosto de Flik, fazendo com que ele focasse em seus olhos, olhando Flik para o rosto de Jhull, vê estampado em seus lábios um pequeno sorriso, que o fez lembrar de todas as aventuras que os dois tiveram antes de parar naquela situação, isso lhe deu um pouco de alivio. Yushis olhava para o chão da carroça e pelas frestas da madeira via o chão se deslocando com o andar dos cavalos, não sentia muita preocupação, já que os da sua espécie são naturalmente ocos de sentimentos. Lia olhava preocupada para a mansão do conde que se encontrava na parte alta da cidadela, pensava o que teria ocorrido com seu irmão adotivo Ghost, ele não era um elfo, mas sim um lobo, membro da alcateia onde ela foi adotada.

No meio do caminho para a morte, os guardas que estavam conduzindo a carroça de condenados, deixaram de escutar gritos de ódio, para ouvir gritos de terror. Pessoas corriam pedindo ajuda e um furdunço se instaurou entre a multidão, ’’fogo, fogo’’ gritavam eles. De trás das ruelas, se via uma equipe vindo, não eram sodados que viam para ajudar a apagar as chamas, mas uma horda de elfos, armados com espadas longas, arcos e lobos gigantes de tamanhos consideráveis. Os guerrilheiros de orelhas pontudas gritavam ``morte aos humanos, liberdade aos cativos``. Na confusão os cavalos que puxavam a carroça, acabaram disparando, perdendo o controle e batendo contra uma mureta, a batida foi tão forte, que virou a carroça, e quebrou o ossuário de madeira abrindo um buraco suficientemente grande para dar liberdade, para nossa sortuda equipe.

-Ygor R. Mendel